80% dos operários da construção civil estão em greve, diz sindicato
De acordo com o presidente do Sindicato dos
trabalhadores da Construção Civil, Edmilson da Silva,
mais de 6 mil trabalhadores da construção civil
estão de braços cruzados nesta segunda-feira (8), na
Grande João Pessoa. "O objetivo é parar 100% das obras o
que contabiliza 8 mil trabalhadores em greve", frisou.
A categoria reivindica aumento salarial e também que todos os
vencimentos sejam declarados na carteira de trabalho. “Nós
vemos o crescimento na área da construção civil,
mas isso não é repassado para os trabalhadores”,
ressaltou o presidente do sindicato.
O sindicato exige reajuste de 10% e os salários ficariam em R$
575 ajudantes, R$ 720 profissionais, R$ 800 grueiros e R$ 840
encarregado. Por fim a categoria reivindica a remuneração
de R$ 2.100 para mestre de obras, técnico de
edificações e chefe de setor.
No fim da manhã desta segunda a categoria vai realizar uma
assembléia na sede do sindicato dos trabalhadores civis, no
Varadouro, em João Pessoa. Já às 15h a categoria
se reúne novamente em assembléia para avaliar os
avanços que conseguiram no primeiro dia do movimento.
De acordo ainda com o presidente do sindicato, Edmilson da Silva, os
representantes dos empresários ainda não entraram em
contato com a categoria. “Eles não apresentaram nenhuma
proposta para os trabalhadores da construção
civil”, ressaltou Edmílson.
Empresários
O presidente do sindicato dos empresários da
construção civil, Irenaldo Quitans, disse que com os
trabalhadores em greve não existe diálogo.
“Nós já propomos ao trabalhadores o aumento de
9,7%, que é irrecusável. Só voltamos a negociar
com o retorno ao trabalho”, afirmou o presidente.
Irenaldo disse que vai ajuizar no tribunal do trabalho um processo
contra o movimento de greve dos trabalhadores da
construção civil. Ele disse ainda que as
negociações entre as partes acontecem desde novembro do
ano passado.